Brasil, 04 de Dezembro de 2022
14 de outubro de 2022

Educação, único caminho

por Edson T. Beauty

A educação tem sido o combustível para todo o nosso crescimento. Os profissionais de Ondulados, cacheados e crespos vem a cada dia buscado este entendimento que só seremos agentes de mudança quando atingirmos níveis de reconhecimento pelo estudo. Esta pode ser uma boa ocasião para sanar uma curiosidade: você sabe quem são considerados os primeiros mestres, nos moldes que conhecemos hoje, da história da humanidade?

A história está, mais uma vez, na Grécia Antiga. Estamos falando dos sofistas! Nos séculos IV e V A.C., esses intelectuais reuniam pensadores diversos e até cientistas que, de forma itinerante, viajavam pelas terras transmitindo seus conhecimentos (isso te lembra alguma coisa?). Na ocasião, cobravam dos jovens alunos pela educação e encaminhamento. Alguns desses ensinamentos persistem até os dias de hoje, em ramificações e aprofundamentos desses estudos. No entanto, a prática desses pioneiros foi muito questionada, inclusive sob o ponto de vista da qualidade do que era ali transmitido. No entanto, esse foi um modelo inicial que não deixou de existir, ganhando corpo, continuidade e constante inovação.

Para mim, Edson T. Beauty, educador com 38 anos de vivencia é difícil desenvolver uma ideia sobre a complexidade da educação no Brasil. Porém, o exercício de imersão em diferentes realidades sociais pode gerar concepções para uma sociedade igualitária e contribuir com o debate. Atualmente, a rotina de conviver com diferentes classes de profissionais de alta e baixa renda de muito conhecimento ou algumas vezes muito pouco, aos quais nunca lhes foi oferecido (à maioria deles), um acesso à educação formal ou bem-estar social, e por outro lado ter convivido com grandes EDUCADORES DO SEGMENTO e grandes MARCAS de COSMÉTICOS em grandes eventos pelo mundo, me deram como consequência uma revolução profunda na consciência.

No Brasil, a contradição social é forte. O fato de existir apenas um território e a construção de diferentes realidades no mesmo espaço, o resultado é a expressão dos principais preconceitos presentes no dia-a-dia. Esta dinâmica acaba distanciando as pessoas do bem comum. É necessário entender que a humanidade é uma só, e o bem-estar social deve ser universal.

O complexo desta história é ver como os espaços que deveriam ser dedicados para o desenvolvimento técnico e criativo, por exemplo, as universidades, não atendem a esse objetivo. Além de poucos profissionais terem acesso a estes meios, a maioria que possui, não desenvolve o desejo de ter contato com uma outra realidade. Com isso, podemos chegar a uma conclusão: vivemos o colapso do sistema educacional técnico do segmento.

Precisamos romper com os muros e valorizar as pessoas. Não subestimá-las. A educação, atualmente, é utilizada para interesses individuais e não coletivos. O debate central é se devemos pensar em um projeto onde todos os profissionais, com diferentes realidades, tenham o espaço para exercer a criatividade e interagir, ou se continuamos em um mundo de espetáculos e imagens que só reproduz o que é imposto.

Os pensamentos só serão libertos através da verdadeira interação humana. O importante é garantir o progresso e o reconhecimento destes profissionais para que eles possam, de forma positiva e constante, crescer em conhecimento e auto-estima formando assim uma sociedade igualitária e positiva.

 
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