Brasil, 18 de Março de 2019
12 de julho de 2016

Peeling com ácidos

Peeling com ácidos





Peeling com ácidos

Por Isabel Luiza Piatti

Os tratamentos com ácidos sempre fazem sucesso entre os clientes das clínicas e centros de estética, além de poderem ser associados a protocolos para diferentes alterações inestéticas. Não é à toa que procedimentos com peeling estão entre os mais procurados, afinal, podem ser indicados para rejuvenescimento, manchas, sequelas de acnes e cicatrizes, estrias e renovação celular, para citarmos alguns exemplos, sempre focando os 3 R's da Beleza: Rejuvenescer, Reluzir e Renovar.

Um dos benefícios do peeling, e que também explica sua relação com o tratamento de alterações tão diferentes entre si, é justamente o que elas trazem de comum, que é a necessidade de descamação e a consequente potencialização de resultados, por melhorar a permeação dos ativos cosméticos que serão aplicados na sequência. O peeling traz essa ação de promover, de maneira controlada, uma renovação da pele, a partir de uma esfoliação que resulta em descamação cutânea e sua posterior renovação/regeneração. Para tal, podem ser utilizados cosméticos, como os que contém ácidos, para se alcançar essa ação queratolítica.

Atualmente, graças a novos avanços na cosmetologia, o profissional de saúde estética pode trabalhar com o peeling durante o ano inteiro, com resultados efetivos, segurança e menos agressão à pele do cliente, bastando para isso fazer a escolha adequada do produto ideal para cada caso.

Para os tratamentos em cabine, somente podem ser realizados os peelings de ação superficial. E é importante reforçar que os produtos cosméticos utilizados devem ter liberação do Ministério da Saúde, e utilizados sempre por profissionais preparados para tal. De acordo com a Câmara Técnica de Cosméticos (CATEC) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o máximo para uso seguro em cabine no caso dos AHA's industrializados é de 10% e pH mínimo de 3,5, garantindo assim um respaldo legal, além de enaltecer o profissionalismo de quem atua na área. Segundo a Anvisa, o pH correto e a aplicação dentro das normas pode evitar sequelas como cicatrizes, discromias, hipercromias e até mesmo infecções.

O ácido salicílico, com dosagem permitida de até 2% em cosméticos, além de propriedades semelhantes às dos AHA's, apresenta também função antimicrobiana, ação bacteriostática e fungicida. Alguns ativos consagrados em dermatologia, como o ácido retinoico e o fenol, por exemplo, são proibidos em cosméticos.

Para a aplicação em si, indica-se iniciar a preparação da pele com um pré-peeling contendo ácidos salicílico e pirúvico. Na sequência, uma possibilidade é o uso de um cosmético com sinergia dos ácidos kójico, láctico e tranexâmico ou de gluconolactona em associação com os ácidos ferúlico, mandélico, salicílico e pirúvico. E, para finalizar, uma máscara contendo niacinamida, pumpkim enzyme, renew zyme, revinage e syn white. Produtos com essa sinergia são uma novidade que o mercado cosmético está lançando visando a multifuncionalidade nos tratamentos estéticos que tem como objetivo os 3R's da beleza – rejuvenescer, reluzir e renovar.

Contraindicações
De um modo geral, os peelings, em especial os químicos, são contraindicados em casos de cicatrizes hipertróficas/formação de queloides, herpes, eritema persistente, escoriações, histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória permanente, lesões/ferimentos e peles altamente sensíveis ou sensibilizadas por algum procedimento. Cada substância tem sua particularidade, então também é importante levar em consideração o fototipo de pele e, no caso das mulheres, se a paciente é gestante. A frequência de aplicação e o tempo de exposição variam de acordo com o grau da alteração inestética, o tipo de peeling e a sensibilidade da pele. Estar atento às reações, à resposta ao tratamento e aos resultados alcançados após cada aplicação, que variam para cada indivíduo, é fundamental.

Função dos ativos nos cosméticos para peeling

Ácido Glicólico – promove hidratação, ação esfoliante e diminuição da espessura da camada córnea. Precisa ser neutralizado após a aplicação pois, se não controlado, pode ocorrer frost, que é a maior penetração na pele, de forma irregular, passando da vermelhidão para uma tonalidade esbranquiçada. Não deve ser utilizado em fototipos altos - IV, V e VI e gestantes.

Biofruits – composto de alfa-hidroxiácidos (AHA's) naturais – lático, cítrico, glicólico e málico - que promove remoção das células mortas.

Ácido Mandélico – favorece efeito uniforme, tem menor potencial de irritação e pode ser utilizado em qualquer época do ano para todos os fototipos, inclusive os altos, e em gestantes. No caso de manchas, atua também na inibição da síntese de melanina e na que já está depositada na pele.

Ácido Salicílico – melhora a textura da pele, atuando como esfoliante na superfície do tecido e dentro dos poros. Favorece a remoção de células mortas e refina a textura da pele, possui ação antisséptica moderada, sendo indicado para todos fototipos e tipos de pele, em especial as oleosas e acneicas.

Ácido Pirúvico – ação queratolítica, antimicrobiana, seborreguladora e estimula a produção de novas fibras de colágeno e elastina.

Ácido Kójico – ação antioxidante e despigmentante, minimizando a formação de melanina.

Ácido Láctico – inibe a síntese de tirosinase, reduzindo a formação de melanina, efeito regenerador e rejuvenescedor.

Ácido Tranexâmico – indicado para tratamento de manchas e melasmas, por atuar na síntese de melanina, reduzindo a ação do melanócito.

Ácido Ferúlico – poderoso antioxidante inibe a formação de melanina, neutraliza os radicais livres gerados pelo sol, poluição ambiental, cigarros e estresse.

Ativos pós-peeling

Aquassence – potente hidratante, ele aumenta a expressão de colágeno, elastina e glicosaminoglicanas, auxiliando no efeito antienvelhecimento.
Quiditat – ação hidratante e extraordinária capacidade de estimular o crescimento de fibroblastos, aumentando o nível de colágeno do tipo I na pele.
D pantenol – agente hidratante e estimulante da epitelização, contribui para deixar a pele mais suave e elástica.
Aloe Vera – dermoprotetor, hidratante e suavizante. Ação antisséptica e anti-inflamatória.
Alantoína – renovador celular, cicatrizante, calmante e revitalizante.
Hygeaphós – reduz a oleosidade excessiva, minimiza o entupimento dos poros, efeito antifoliculite.
MSS 500: Absorvedor de oleosidade.

Isabel Piatti
Profissioal Aisthesis. Técnica em Estética. Graduanda de Tecnologia de Estética e Imagem Pessoal. Especialista em Cosmetologia. Palestrante no VI Congresso Mundial de Medicina Estética da IAAM/ASIME, 2009, em São Paulo. Palestrante no 8º Congresso Internacional de Medicina Estética e Cirurgia Cosmética em Guaiaquil, Equador, em 2011. Palestrante em Congressos de Estética e Cosmetologia pelo Brasil. Diretora de Treinamentos da Buona Vita Cosméticos. Coordenadora do Departamento de P&D da Buona Vita Cosméticos. Colaboradora técnica de Revistas e sites da área de Beleza e Estética. Autora do Livro Biossegurança Estética & Imagem Pessoal – Formalização do Estabelecimento, Exigências da Vigilância Sanitária em Biossegurança.
E-mail: isabel@buonavita.com.br e www.buonavita.com.br





 
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