Brasil, 25 de Maio de 2019
25 de agosto de 2016

Ativos Cosméticos e INCI Name

Ativos Cosméticos e INCI Name





Ativos Cosméticos e INCI Name

Por Isabel Luiza Piatti

Muitas pessoas já se habituaram a ler o rótulo dos alimentos na hora da compra de um produto. Seja para conferir a validade, consultar as informações nutricionais ou mesmo, em casos específicos, verificar se não consta na lista de ingredientes alguma substância que não pode ser consumida, como glúten, açúcar, sódio elevado, ou algum alérgeno. Mas e com os cosméticos? Não deveríamos fazer sempre o mesmo, ao menos para identificar a presença de alguma substância que venha a ser nociva para nosso organismo?

Um dos pontos mais importantes na hora de escolher um cosmético, é estar atento a todas as informações presentes no rótulo do produto: se ele tem base biocompatível ou possui em sua formulação substâncias nocivas, como o óleo mineral, parafina, propilenoglicol, conservantes parabenos e liberadores de formol; quais os ativos presentes e a sinergia em que se encontram, a dosagem desses ativos; se é livre de testes em animais; se além da data de validade apresenta o adicional da informação de validade de uso após aberto; se tem registro na Anvisa; se é de uso profissional ou home care, se é apropriado para seu tipo de pele e para as necessidades que ela apresenta naquele momento ou se há restrição de uso, enfim, realmente são muitas as informações às quais devemos estar atentos.

Realmente são muitas as observações a serem feitas mesmo em um produto que parece ter tão pouca informação de rotulagem. Na verdade, é só uma questão de se habituar a ler tudo, atentamente, em especial aquelas letrinhas bem pequenas. Geralmente ali estão concentradas informações extremamente importantes, como a lista de ingredientes descritas pelos seus INCI Names.

Parece complicado, mas na verdade não é. A função dos INCI Names é justamente simplificar a identificação dos componentes de um cosmético para facilitar a vida dos profissionais de saúde estética e de quem vai utilizar o produto, isso em qualquer parte do país (ou do mundo) que você estiver. Embora o nome assuste um pouco de início, ele nada mais é do que a descrição dos ingredientes cosméticos no rótulo dos produtos, a partir de uma nomenclatura internacional, reconhecida e adotada mundialmente. O INCI – sigla para International Nomenclature of Cosmetic Ingredients – utiliza um sistema internacional de codificação não só para os ativos cosméticos mas para todos os ingredientes presentes nos produtos.
A escolha do nome utilizado como INCI segue uma série de regras específicas, definidas por um comitê internacional formado por representantes do FDA (Food and Drug Administration), da Comissão Europeia, do Ministério da Saúde do Canadá e do Japão. Embora tenha surgido inicialmente nos Estados Unidos, os nomes utilizados não são em inglês, ao contrário do que muitos pensam. No Brasil, a descrição dos ingredientes no padrão de INCI Name consta na lista de obrigatoriedade da Anvisa desde julho de 2005, quando foi adotada pela Resolução RDC nº 211.

Saber identificar uma substância por seu INCI, principalmente nos casos de ingredientes nocivos, é importante porque permite ao consumidor analisar nos produtos cosméticos a presença daqueles às quais ele possui alguma restrição de uso ou sensibilidade, como intolerância ou alergia, independentemente do nome comercial de um ingrediente ou ativo cosmético, que pode ser, inclusive, um composto com mais de uma substância. Assim não há erro ou forma de mascarar componentes presentes na formulação. E todas essas informações são listadas na relação de ingredientes, no rótulo dos cosméticos.

Com a onda do ecologicamente correto, por exemplo, muitas empresas passaram a destacar na parte da frente de seus rótulos, o uso de ingredientes de origem vegetal. Mas, o fundamental, é saber se é livre das substâncias consideradas nocivas. Empresas que respeitam o consumidor, já trazem em destaque na rotulagem a informação da ausência dessas substâncias, mas não são todas, por isso toda a atenção é pouco.

Para verificar a presença de determinada substância em um produto, procure sempre a descrição completa da formulação no rótulo, com a lista dos ingredientes. No caso do óleo mineral, por exemplo, se constarem as palavras mineral oil, paraffin oil ou paraffinum liquidum (petrolato), significa que o produto contém essa substância, tendo sua eficácia diminuída, pois o óleo mineral é um agente tamponante, além do risco de sensibilização e irritação, além de estudos mostrarem sua associação com artrite reumatoide. Já a presença dos parabenos pode ser confirmada pela identificação das palavras: methylparaben, propylparaben, ethylparaben, isobutylparaben, butylparaben, benzylparaben e isopropylparaben. No caso dos formaldeídos e liberadores de formol recomenda-se evitar principalmente a presença de quartenium, diazolidinil urea, imidazolidinil urea e DMDM hidantoin. Já o propilenoglicol, de INCI Name propylene glycol, encontra-se na 6ª posição como substância mais alergênica no mundo.
E lembre-se: prevenir é sempre melhor do que remediar!

Isabel Piatti
Profissioal Aisthesis. Técnica em Estética. Graduanda de Tecnologia de Estética e Imagem Pessoal. Especialista em Cosmetologia. Palestrante no VI Congresso Mundial de Medicina Estética da IAAM/ASIME, 2009, em São Paulo. Palestrante no 8º Congresso Internacional de Medicina Estética e Cirurgia Cosmética em Guaiaquil, Equador, em 2011. Palestrante em Congressos de Estética e Cosmetologia pelo Brasil. Diretora de Treinamentos da Buona Vita Cosméticos. Coordenadora do Departamento de P&D da Buona Vita Cosméticos. Colaboradora técnica de Revistas e sites da área de Beleza e Estética. Autora do Livro Biossegurança Estética & Imagem Pessoal – Formalização do Estabelecimento, Exigências da Vigilância Sanitária em Biossegurança.
E-mail: isabel@buonavita.com.br e www.buonavita.com.br





 
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