Brasil, 21 de Janeiro de 2019
19 de julho de 2016

A difícil arte de selecionar e reter talentos

A difícil arte de selecionar e reter talentos





A difícil arte de selecionar e reter talentos

Por Deise Garcia

Não é de hoje que acompanho congressos, workshops, convenções. E, confesso, depois de muitos anos, fica difícil achar assuntos que realmente sejam tratados de uma maneira diferente. Veja bem, não quero dizer que eles não sejam relevantes! Não cabe a mim julgar a grade programada, os temas escolhidos, os palestrantes e/ou apresentadores. Mas, como jornalista, me reservo o direito de bater palmas quando alguma coisa é mostrada sob um prisma novo, jamais pensado por mim. O que conto aqui aconteceu na Convenção World Comexx 2016, na palestra da gerente de RH da empresa, a Alessandra Martins. E, pelo que vi, não estive sozinha no encantamento porque ninguém (absolutamente ninguém) levantou e saiu no meio da apresentação. Vale dizer que é fato inédito neste tipo de encontro.

E do que se tratou a apresentação? Do título que coloquei lá em cima, antes do texto que você está lendo: a difícil arte de selecionar e reter talentos. Você já parou para pensar nisso? No que precisa levar em conta na hora de contratar alguém? E, não estou falando aqui só com donos e gestores de salões – afinal, cabeleireiro e maquiador não escolhem seus assistentes? Foram tantos os pontos interessantes, que não caberiam aqui. Então, selecionei um deles: as diferenças de expectativas das gerações que estão disponíveis hoje no mercado de trabalho. Por exemplo: pessoas que hoje beiram os 50 anos de idade foram criadas pensando em construir carreira longínqua e duradoura dentro de uma mesma empresa. São aquelas pessoas que sonham se aposentar após 20, 30 anos de dedicação a um emprego.

Na outra ponta, temos a geração Y (a Z já já estará chegando ao mercado de trabalho), mais preocupada em acumular experiências diversificadas, com muitas pessoas. Para eles, o tempo que vale a pena ficar em um emprego gira em torno de 18 a 36 meses no máximo (claro que em ambos os casos há exceções...). Qual deles parece melhor? Nenhum. Tudo depende da vaga que você tem em aberto. Quem nunca reclamou da troca constante de recepcionistas? Será que não vale a pena contratar alguém mais velho que deseja realmente ficar? Por outro lado, na área digital, não seria melhor alguém mais novo (mesmo que com menos experiência) para contar com a constante vontade de aprender mais e de descobrir coisas novas na área? O que quero destacar aqui é que além das habilidades para o cargo pretendido, dos acertos salariais, do bom caráter, quem contrata precisa saber quem é e o que deseja o entrevistado e de que tipo de profissional a vaga precisa de fato. Contratar bem, deixar a pessoa confortável na sua posição é indispensável no sucesso e, claro, aumenta as chances de se reter talentos. Então, antes de torcer o nariz para este ou aquele candidato ou de se deixar levar apenas pelo currículo apresentado, pare e pense no que você, e a empresa precisam. Quando se sabe o que se procura, achar fica menos árduo. E, uma vez encontrado o profissional certo para a vaga certa, criar laços e ficar é consequência.

Quer falar comigo? Escreva para deise@hmemrevista.com.br

Deise Garcia
Jornalista, especializada em beleza e negócios, há 20 anos atua na área. Trabalhou nas revistas Claudia, Manequim, Nova, Elle, Boa Forma, Marie Claire, Nova Beleza, entre outras e foi diretora das publicações Revista A – Ana Maria Braga, Lonely Planet, Estética Moda Cabelo e Cabelos&Cia.





 
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